Guerra e paz

Essa não era bem a minha idéia de reencontro, você sabe. Não deve saber na verdade. Mas aconteceu. Depois de todas as vezes que te mandei embora e você tornava a voltar com um novo perfume.

Acredito no acaso. Pelo menos por agora. Porque isso não podia ter sido planejado por nenhum de nós. Não que eu já não tivesse traçado alguns planos, mas desistido há tempos.

Foi certeiro. Você usou todas as armas letais contra mim. Aquelas impossíveis à qualquer sanidade se manter intacta. Me rendi mais rápido que um covarde num assalto. Quando cheguei você tava ali parada com um sorriso apontado pra mim, na mira, e me acertou. Tudo que eu consegui ver depois foram aqueles malditos sapatos vermelhos desfilando pra lá e pra cá como se o som deles a cada passo fosse tirando um pouquinho de mim. Caí.

Quando abri os olhos de novo, aconteceu tudo mais rápido do que eu esperava. Era você que estava ali pra me socorrer. Olhei direto pros seus olhos e quase fui de novo. Eles eram uma arma das mais poderosas. Já conheci outros que me fizeram perder a guerra também, mas esses merecem outro texto, ou quem sabe um livro.

E você me abraçou. E aí foi nocaute. Seu perfume, um novo e não mais aquele que costumava acabar comigo em antigas batalhas, foi um golpe certeiro. Acenei a bandeira branca.

 

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